Construir uma rede de academias em 15 países não é tarefa simples. Edgard Corona, ao expandir a Smart Fit para além das fronteiras brasileiras, enfrentou uma série de obstáculos operacionais que exigiram adaptação constante e estratégias inovadoras para serem superados.
O ambiente de negócios na América Latina apresenta desafios particulares que o dono da Smart Fit precisou gerenciar. “O ambiente de negócios na América Latina não é um ambiente simples. É hostil. Muitos impostos, muita burocracia, tudo”, observa Corona em entrevistas sobre sua experiência internacional. Cada país possui suas próprias regulamentações, sistemas tributários e práticas comerciais, exigindo uma abordagem personalizada para cada mercado.
Um dos maiores desafios enfrentados foi a adaptação do modelo de negócio às diferentes culturas fitness. Em países como México e Colômbia, os hábitos de exercício e as expectativas dos clientes diferem significativamente dos brasileiros. A Smart Fit precisou ajustar desde os horários de funcionamento até o mix de equipamentos para atender às preferências locais, mantendo a essência da marca.
A logística de expansão também apresentou obstáculos consideráveis. Encontrar bons locais para academias em cidades antigas da América Latina frequentemente exigia soluções criativas. “É difícil encontrar bons locais para academias nas cidades antigas do Brasil e da América Latina”, explica Corona. “A forma como os prédios foram projetados muitas vezes obriga a dividir academias em vários andares ou juntar dois edifícios.”
As flutuações cambiais e instabilidades econômicas típicas da região representaram outro desafio significativo. O valor do real brasileiro e outras moedas locais muitas vezes oscila drasticamente em relação ao dólar, impactando o custo de equipamentos importados e afetando as margens de lucro. Corona implementou estratégias de hedge cambial e buscou fornecedores locais quando possível para mitigar esses riscos.
Para superar esses obstáculos, Corona desenvolveu uma abordagem única: a Smart Fit combina gestão centralizada de marca e tecnologia com operações adaptadas às condições locais. Equipes locais são empoderadas para tomar decisões, mas seguem processos padronizados que garantem a consistência da experiência em todas as unidades, independentemente do país. Esta metodologia permitiu que a empresa crescesse